Vontade de não ter medo
Vontade de não me importar
Vontade de apontar o dedo
Vontade de tomar café na rua
E fazer isso todos os dias
Vontade de vender meus móveis velhos
Vontade de contemplar a lua
Vontade de andar pelas ruas
Um bicho urbano, forma agressiva
Me acoplar à massa, movimento
Comer essa cidade viva!
Vontade de não ter tantas vontades
Vontade de olhar de cima
Deixar rolar, terremoto de idéias
E nem me preocupar com rima
Vontade de ser mais eu...
Tanto no dia, quanto na noite.
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