11/04/11

O medo, o tempo e eu.

O tempo, a rotina, o 'caos ordenado' lá fora. Aqui quem fala é alguém que no momento está precisando estar em outro lugar. Mas sem depressão, sem vontade negativa, nada dessas coisas que a minha cabeça faz questão de bloquear.
Certo dia, disse a uma grande amiga que sou um ser "da terra". Me sinto conectado a um único lugar, um único estado de espírito; E me vejo nessa busca, precisando de tanto, para chegar a um estado de precisar de tão pouco.
E o meu grande medo? Meus medos são outros!
Medo de enxergar as trivialidades do nosso tempo como certezas;
Medo de não me comover mais com quem muito merece e pouco tem;
Medo de não mais sentir coisa boa da vida no sabor do pão, na alegria de estar entre amigos, na saudade das pessoas que amo;
Em suma, morro de medo de deixar de ser um homem da terra e me tornar um homem do tempo.

4 comentário(s):

Eliéser Baco disse...

Os receios nos fazem recordar do nosso melhor nao?

a nossa verdade é o tesouro que nao podemos deixar se esvair.. grande abraço caro amigo.

Camila Braga Rosa disse...

Enquanto houver boas lembranças, sempre será o homem da terra. Só deve ter medo de não sentir mais saudade. Já dizia a música: "ter saudade até que é bom, é melhor que caminhar vazio". Se ela estiver dentro da sua rotina, não precisa sentir medo.

Marco Antonio disse...

Eliéser e Camila, vcs têm toda a razão. É na reflexão dos receios que pensamos no que temos e no que não podemos perder. E meus medos apenas existem. Sei que não serei superado por eles nunca, mas eles estarão lá; Estão ao lado de todos nós.

Aldo Jr. disse...

Um homem sem medo é vulnerável ao extremo.